Lugares

Cinema

Fazer ensaios em lugares abandonados é sempre uma nova aventura, pois temos a oportunidade de conhecer lugares bem curiosos. Neste ensaio não poderia ser diferente…
Fabio recebeu o convite de Clayton Sousa para fazer um ensaio num lugar bem especial, tratava-se de mais um daqueles cenários caóticos… um cinema abandonado. Ficamos muito animados com a possibilidade de fotografar neste lugar, até porque cinema ainda não fazia parte da nossa experiência em locações deterioradas.
Segundo informações, o cinema foi construído na década de 30, sendo o espaço utilizado para exibição de filmes e ações sociais.
Chegando ao local, escalamos um muro que dava acesso ao segundo andar do cinema, que mais se parece com um galpão antigo. Exceto alguns vestígios como a sala de projeção, banheiros e o que parecia ser o espaço para exibição de filmes, mas nada de cadeiras ou qualquer outra informação da época.
O cinema está localizado próximo a casas residenciais e por isso era preciso estar atento com possíveis pessoas que pudesse aparecer. Iniciamos o trabalho percorrendo todo o local e imaginando o que poderíamos criar naquele espaço.
Paredes pichadas, vidros quebrados, muito lixo, pomba morta e pra finalizar sinais de que o local já foi incendiado. As marcas de fogo estão por toda parte, desde o chão de madeira até a fuligem nas paredes.
Para quem conhece nosso trabalho, sabe que esse cenário é perfeito. Conforme prometido no post anterior, a seguir confiram algumas fotos do ensaio.

Agradecemos carinhosamente nosso amigo Clayton Sousa pela essencial colaboração neste ensaio.


Making of – Cinema abandonado

Há dois meses realizamos um ensaio fotográfico num cinema abandonado. Na ocasião contamos com o auxilio de Clayton Sousa como guia para a locação e na produção de algumas cenas do making of.

Confira o vídeo:

Em breve publicaremos as fotos do ensaio!


Uma outra estação

Em 2010 nossa amiga Luiza Prado nos disse a respeito de uma ruína em que ela havia feito algumas fotos. Vimos algumas imagens do local e achamos muito interessante.
No mês de outubro do mesmo ano partimos (Fabio, eu, Luiza e Guilherme Todorov) rumo a Guaratinguetá e ficamos alguns dias hospedados na casa da Luiza. Num desses dias pegamos um ônibus e fomos até uma cidade próxima, onde se encontrava a locação.
Tratava-se de uma estação de trem. Assim como em todos os lugares abandonados que já fotografamos, chegando ao local ficamos maravilhados com a riqueza arquitetônica e, ao mesmo tempo, impressionados com o descaso de um lugar em que já passaram tantas pessoas e com certeza guarda tantas histórias.
Imediatamente começamos a explorar o ambiente. Estava tudo muito sujo, alguns lugares haviam pegado fogo e com a deterioração do espaço era preciso tomar cuidado nos locais em que entrávamos.
Muito lixo, vestígios de que algumas pessoas usam o lugar para variadas atividades (como o uso de drogas, por exemplo). Uma escada que cedeu impossibilitava o acesso ao andar superior da estação, pombos voando em meio a vigas caídas e janelas sem vidros.
Quem acompanha nosso trabalho compreende que este cenário é ideal para mais um ensaio fotográfico.
Enquanto realizávamos a exploração, um morador próximo da estação veio conversar conosco. Informou que era preciso tomar cuidado com algumas pessoas mal intencionadas que poderiam aparecer por ali.
Fabio começou fazendo algumas fotos do Guilherme, usando parte da estação como cenário – janelas quebradas e escombros.
Em seguida iniciamos a segunda parte do trabalho, desta vez eu fui a modelo. Começamos no interior da locação e depois na parte externa, onde era possível mostrar a lateral da estação de trem abandonada.
Quando finalizávamos com algumas imagens feitas sobre os trilhos do trem, começamos a sentir a presença de algumas pessoas ao redor. Parecia que nossa presença as incomodava, por isso decidimos que o ideal seria finalizar o ensaio.
Agradecemos em especial as pessoas que nos possibilitou a concretização deste trabalho: Luiza Prado, sua família (pela hospitalidade e hospedagem) e ao Guilherme Todorov.

Para ver o resultado final do ensaio clique aqui.


Hotel abandonado

Da última vez que estivemos em Brodowski (post: A estação) foi o primeiro ensaio que o Fabio usou a 5D, pois até então usávamos uma Canon XT. Em seguida comprou uma nova lente: 16-35mm F/2.8L. Queríamos testar o novo equipamento em grande estilo, por isso fomos procurar a locação perfeita para as novas fotos. Encontramos um antigo hotel abandonado no centro de São Paulo e tínhamos certeza que ali seria o local ideal.
Conhecemos todos os andares, a luz estava ótima e então era hora de deixar a criatividade tomar forma. Começamos no corredor de um andar, depois fomos para uma sala com uma cadeira toda empoeirada e janelas quebradas, era preciso tomar muito cuidado, havia pedaços de vidro por todos os lados. Por fim, terminamos esta parte do ensaio numa escada no último andar do hotel, onde parte do telhado já tinha desabado, havia muitas penas de pombos, teias de aranha e poeira.
Como eu havia levado mais de um figurino decidimos fazer mais uma sessão de fotos, mas esta é outra parte da história e contarei no próximo post! =)

Para ver o resultado final do ensaio clique aqui.


A estação

Há dois posts afirmei que em nossa última estadia pelas bandas de Brodowski, conhecemos algumas pessoas maravilhosas: os fotógrafos Marcelo Brigato, Tonnia Coelho e Priscila Brigato.
Após o ensaio no manicômio de Brodowski fomos comemorar comendo uma deliciosa pizza, depois nossos novos amigos nos deixaram num hotel no centro de Ribeirão Preto. Logo pela manhã foram nos buscar para mais uma aventura fotográfica, mas desta vez não fazíamos ideia de como seria o lugar (por isso fica a dica: sempre leve mais figurinos do que inicialmente planejado).
Para nossa surpresa, após alguns minutos percorrendo uma estrada de terra nos deparamos com um lugar maravilhoso: uma estação de trem desativada e coberta pela vegetação. Não poderei colocar neste post qual o nome da estação ou da cidade, pois sinceramente não faço a menor idéia.
Bem, cabe aqui descrever o que me lembro da locação. Trata-se de um local dividido em duas partes e ambas com conexão entre si. Entramos pela própria estação, onde ainda é possível ver o pouco que restou dos trilhos de trem e vimos um cômodo que me parecia ser a bilheteria. Mais adiante, subimos uma pequena escada (construída com uma belíssima arquitetura) que dá acesso ao que parecia ser uma pequena casa, com direito a banheira dominada por vegetação e musgo.
O lugar é incrivelmente lindo, mas há diversas pichações como em qualquer lugar abandonado, porém não impediu que a nossa mente começasse a trabalhar criando idéias e conceito para um novo trabalho fotográfico.
Para a primeira parte do ensaio escolhemos a própria estação de trem e usei uma camisola longa de cor verde, pois o tecido é leve e tem alguns detalhes em renda. Creio que foi uma excelente opção, pois combinou perfeitamente com a estrutura e as cores do lugar. Em seguida fizemos mais algumas fotos na segunda parte da locação. Usei uma camisola azul de tonalidade mais escura, também é longa, mas o tecido um pouco mais grosso para que pudesse se ajustar com a rusticidade do local.
Por algum motivo ainda não publicamos nenhuma foto deste ensaio, exceto uma pb no meu Flickr. Mas espero que em breve possamos mostrar a todos que acompanham nosso trabalho o belo resultado que conseguimos neste dia tão especial.
Mas antes de terminar, eu não seria tão má de deixá-los sem nenhuma prévia do que estará por vir… para quem ficou curioso, segue uma foto editada ao final do post. Só para não perder o costume! rs


De volta ao manicômio

No meio do ano de 2010 uma dançarina contratou o Fabio para fotografá-la e a locação escolhida foi o antigo hospital psiquiátrico em Brodowski. Já fazia certo tempo que pensávamos em voltar neste lugar para fazer mais algumas fotos nossas e parecia que aquele seria um ótimo momento.
Após o ensaio com a dançarina, Fabio e eu começamos a nos preparar para mais uma de nossas sessões fotográficas. Logo na entrada do manicômio encontramos uma sala onde a luz estava muito bonita, logo percebemos que era por ali que começaria nosso ensaio. Nas primeiras fotos usei um penhoar azul escuro (que pertencia a minha mãe quando se casou) e os pés descalços.
No manicômio há uma área aberta com grama (atualmente com mato bem alto que cobre um chafariz que fica bem no centro). Vimos que parte deste mato havia sido queimada e tivemos a idéia de misturar as cinzas com água e jogar em todo o corpo, para dar um aspecto diferenciado.
Foi novamente uma grande experiência poder fotografar em Brodowski, pudemos conversar com alguns moradores e saber um pouco mais sobre a história daquele fascinante lugar. Sem contar que por intermédio de Fabíola Medeiros, tivemos o grande prazer de conhecer três pessoas maravilhosas que nos acolheram e deram todo carinho e atenção: Marcelo Brigato, Tonnia Coelho e Priscila Brigato. No dia seguinte eles nos levaram para conhecer outra locação maravilhosa, mas muita calma, porque esta é outra história e um futuro post.


Reformatório

Em Agosto de 2009 ficamos sabendo sobre um local na região do Belém (Zona Leste) que parecia muito interessante para realizar alguns ensaios. Tratava-se das ruínas do antigo Reformatório de Meninas, popularmente conhecida como FEBEM. Segundo Douglas Nascimento, autor do blog São Paulo Antiga, “este prédio é uma construção do início do século XX e foi desativado juntamente com a unidade”.
Fabio e eu fomos até o local para conhecer melhor e ao chegarmos deparamo-nos com uma favela ao lado de um grande parque (Parque do Belém) e algumas crianças que ali brincavam. Entramos na unidade para investigar se havia alguém. Não encontramos ninguém, porém, havia muitos vestígios de que pessoas moravam ali. O cheiro de urina e fezes era forte e se espalhava, não havia nenhuma porta ou janela, apenas restos de roupas, garrafas, sujeira de todo o tipo e o mato que já começava a crescer entre as paredes do local.
Em uma das salas havia uma janela que dava de frente para o parque e eu tinha um vestido vermelho em minha bolsa, decidimos fazer umas fotos apenas como experiência e retornaríamos para um ensaio em outro dia.
A nossa surpresa foi quando percebemos que em menos de uma hora conseguimos um material bem interessante e sempre que revemos as fotos conseguimos nos lembrar de forma muito especial de cada momento.
Em tempo: Fabio retornou ao local alguns meses depois com outra modelo e mais um fotógrafo para fazer um ensaio, porém, não sentiram segurança. O local estava repleto de usuários de drogas e alguns moradores da favela ao lado que deixaram claro o incomodo com a presença deles.

Para ver o resultado final deste ensaio clique aqui.




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