Alone – Por Marcelo Cunha
O trabalho da Patricia e do Fabio vem me inspirado muito durante esse pouco tempo em que comecei a fotografar. Desde o início da minha paixão por fotografia havia percebido a importância de alimentar-me com imagens belas, de preferência, as fotografias de retrato. O que no caso dos dois para mim era uma revolução, um nível surpreendente tanto técnico quanto expressivo. Trabalhos feitos com tanta dedicação inspiram até mesmo o mais inseguro fotógrafo e é muito bonito ver o quanto eles se entregam ao momento, e todo o seu esforço para conseguir expressar sentimentos e emoções que até ali não foram revelados.
Ainda me inspiro muito com suas fotografias, continuem crescendo!
Grande abraço…
Marcelo Cunha
Marcelo é um fotógrafo fantástico, não se limita apenas a clicar, vai além com suas reflexões. Para nós é um grande prazer saber que nosso trabalho tenha lhe despertado alguma forma de inspiração. Obrigada pelo carinho meu amigo!



Corpestranho – Por Natália Nunes
Natália é uma pessoa que vem acompanhando nosso trabalho há algum tempo. Sempre com comentários construtivos e atenciosos. Gostaria muito de agradecê-la pelo material que nos enviou, são auto-retratos carregados de sentimentos e um texto que nos deixou emocionados.
“Desde que entrei em contato com o trabalho do Fabio e da Patricia, acompanho a produção deles com admiração e curiosidade. Uma das primeiras coisas que me chamou atenção foi a íntima relação que as composições têm com o corpo: o corpo como principal meio de expressão da arte que eles produzem. Entretanto, diferente de outras propostas do semi-nu ou nu artístico, Fabio e Patricia extraem do corpo uma eroticidade aflita, conflituosa, ambivalente, secundária, o foco não está na sensualidade da carne, pelo contrário, ela é quase um acidente no meio das outras linguagens que o corpo exposto manifesta. E Patricia, como modelo, faz um trabalho belíssimo ao conseguir encarnar e transmitir com visceralidade expressões tão intensas.
Como eu também me aventuro pelo mundo da fotografia, na frente e atrás da câmera, sei bem que esse tipo de imagem, com essa qualidade artística, não nasce com facilidade, por isso, consigo enxergar no trabalho deles uma afinadíssima sintonia, uma grande cumplicidade e companheirismo. Acredito que só com intimidade e entrega, de ambas as partes, é que imagens de tanto impacto podem ser produzidas. Há uma linguagem da alma sendo traduzida pelo corpo no trabalho deles – e é preciso talento e sensibilidade para captar o momento. Eles têm.
Através do trabalho do Fabio e da Patricia vi que é possível fazer trabalho autoral. A temática do corpo sempre esteve presente nos meus auto-retratos, no início, funcionava como um gatilho involuntário de expressão, mas, com o tempo, através do amadurecimento pessoal e artístico, senti que essa era a via com a qual meu trabalho autoral realmente dialogava: o corpo. O corpo como ato. Como meio. O corpo inconfortável. Como ponte para uma dimensão transcendente mas englobando seus estados. O corpo-entidade.
Bem, ainda estou em um desafiador processo de descoberta sobre meu próprio trabalho, mas vejo uma grande ligação entre as temáticas que escolho e as que o Fabio e a Patricia privilegiam, e vê-los me inspira sempre a acreditar e a me entregar a esse modo intimista e pessoal de trabalhar com fotografia.
Natália Nunes”



Conheça mais o trabalho fotográfico de Natália Nunes!
Participe do blog enviando seu trabalho também para: paticc@gmail.com ou fstachi@gmail.com
Déjà vu – Por Victor Silveira
Agradecemos a mais uma colaboração, desta vez do nosso querido amigo e leitor Vitinho!!!
“O meu encantamento com a arte de Fabio Stachi aconteceu há 15 meses (me remeti aos meus contatos no Flickr pra verificar quando o adicionei) e desde então não esqueço um relato que li. Ele discorria sobre uma mudança no olhar e visão artístico pessoal de fotografia que havia com em um Déjà vu retornado a ele: “Hoje estou buscando fazer um trabalho muito mais concentrado na emoção humana, mais expressionista, intimista, psicológico e carregado, sem me preocupar muito com regras e conceitos estéticos”.
Essas palavras me marcaram desde quando as li, e a partir dali tendo um maior contato com suas criações a cada imagem era uma emoção nova, uma surpresa nova, um olhar meu que às vezes se fixava durante minutos e a boca se mantinha aberta como que em uma expressão de perplexidade. Eu via minha percepção visual criar asas e viajar pra dentro da tela do computador e minha mente girar de sentimentos e emoções diante do que via, e posso dizer que ainda vejo.
Não posso deixar de mencionar a entrega da Patricia como sua modelo, onde foi se criando uma imagem em mim e pude confirmar depois que ambos se entregam de forma igual ao que fazem. A fotografia pra mim sempre foi uma paixão, e o trabalho de Fabio Stachi e Patricia Costa sacudiu essa minha paixão de uma forma a mudar minha visão de fotografia, hoje eu consigo me expressar diante das lentes, tal coisa que antes fazia por meus textos e músicas.
Atenciosamente,
Victor Silveira do Carmo”




Conheça mais o trabalho fotográfico de Victor Silveira!
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Espaço do leitor
Estamos inaugurando um novo espaço dentro do blog onde você poderá compartilhar seus ensaios. Divulgaremos projetos em que os detentores afirmam ter se inspirado em nossos trabalhos fotográficos. Podem ser fotos, desenhos, músicas, poesias, textos, entre outros.
A divulgação não se limita a trabalhos profissionais, ou seja, amadores também podem participar. Este espaço tem como objetivo incentivar e desenvolver a criatividade pessoal do leitor.
Quem tiver interesse em participar é só enviar seu trabalho para o email: paticc@gmail.com ou fstachi@gmail.com
Sejam bem-vindos!!!
Chiaruscuro – Por Luana França
Luana é uma leitora deste blog que vem acompanhando nosso trabalho fotográfico há algum tempo, afirma que sempre gostou de fotografia e achou fascinante a linguagem poética presente nos ensaios.
Depois de trocarmos algumas mensagens e descobrirmos alguns gostos em comum, nossa leitora nos presenteou com uma boa surpresa: um trabalho fotográfico inspirado nas músicas do último CD da Pitty (Chiaroscuro). Segundo Luana o ensaio é especialmente para nós: “Por serem mais uma inspiração para mim na fotografia”.
Ficamos tão felizes com o presente que decidimos fazer um post como forma de agradecimento. Segue abaixo algumas imagens e trechos das letras de música que acompanham seu trabalho fotográfico.

“Medo, escorre entre os meus dedos. Entre os meus dedos. Eu lambo os dedos. E saboreio meu próprio medo”.

“Você pode não entender se às vezes fico pelos cantos. Um tanto quieta, recolhida, mergulhada no meu pranto. É que ele me liberta na hora. No momento em que eu boto pra fora. O que já não me serve vai embora. E assim, eu fico leve”.

“Nem sempre ando entre os meus iguais. Nem sempre faço coisas legais. Me dou bem com os inocentes. Mas com os culpados me divirto mais”.
Muito obrigada pela agradável surpresa Luana!
