Impulso
1. Ato de impelir; impulsão. 2. Ímpeto. 3. Estímulo, incitamento, instigação.
O lado reprimido aguarda o momento para se manifestar. Desnudando-se das máscaras sociais e entrando em contato com o si mesmo, estabelecendo relação com o mundo interior e com seu lado obscuro e sombrio. O ensaio dialoga com a libertação de uma mente aprisionada.
Este ensaio foi realizado no final de 2011 utilizando a câmera de um celular como experimento fotográfico e demonstrando que por meio de distintas tecnologias é possível realizar um trabalho relacionado à expressão corporal.







Fabio manipulou as imagens digitalmente, adicionou ruído e textura criando montagens intrigantes que estimulam e provocam a imaginação do observador.
Para ver o resultado final deste ensaio clique aqui
Em parceria a Famiglia Baglione e a Fullhouse Screenmarck realizaram em 2012 uma exposição de seleto grupo de artistas, incluído Fabio Stachi com o ensaio Impulso.

Foto de Fabio Stachi desenvolvido por Cristiano Kana ( Fullhouse Screenmarck ) por processo de serigrafia em papel.
Edição limitada, assinada e numerada pelo artista a venda no espaço A7MA.
Rua Harmonia, 95 – Vila Madalena – SP (11) 2361.7876

Quem tiver interesse pode conferir a exposição!!!

Cinema
Fazer ensaios em lugares abandonados é sempre uma nova aventura, pois temos a oportunidade de conhecer lugares bem curiosos. Neste ensaio não poderia ser diferente…
Fabio recebeu o convite de Clayton Sousa para fazer um ensaio num lugar bem especial, tratava-se de mais um daqueles cenários caóticos… um cinema abandonado. Ficamos muito animados com a possibilidade de fotografar neste lugar, até porque cinema ainda não fazia parte da nossa experiência em locações deterioradas.
Segundo informações, o cinema foi construído na década de 30, sendo o espaço utilizado para exibição de filmes e ações sociais.
Chegando ao local, escalamos um muro que dava acesso ao segundo andar do cinema, que mais se parece com um galpão antigo. Exceto alguns vestígios como a sala de projeção, banheiros e o que parecia ser o espaço para exibição de filmes, mas nada de cadeiras ou qualquer outra informação da época.
O cinema está localizado próximo a casas residenciais e por isso era preciso estar atento com possíveis pessoas que pudesse aparecer. Iniciamos o trabalho percorrendo todo o local e imaginando o que poderíamos criar naquele espaço.
Paredes pichadas, vidros quebrados, muito lixo, pomba morta e pra finalizar sinais de que o local já foi incendiado. As marcas de fogo estão por toda parte, desde o chão de madeira até a fuligem nas paredes.
Para quem conhece nosso trabalho, sabe que esse cenário é perfeito. Conforme prometido no post anterior, a seguir confiram algumas fotos do ensaio.








Agradecemos carinhosamente nosso amigo Clayton Sousa pela essencial colaboração neste ensaio.
Making of – Cinema abandonado
Há dois meses realizamos um ensaio fotográfico num cinema abandonado. Na ocasião contamos com o auxilio de Clayton Sousa como guia para a locação e na produção de algumas cenas do making of.
Confira o vídeo:
Em breve publicaremos as fotos do ensaio!
Uma outra estação
Em 2010 nossa amiga Luiza Prado nos disse a respeito de uma ruína em que ela havia feito algumas fotos. Vimos algumas imagens do local e achamos muito interessante.
No mês de outubro do mesmo ano partimos (Fabio, eu, Luiza e Guilherme Todorov) rumo a Guaratinguetá e ficamos alguns dias hospedados na casa da Luiza. Num desses dias pegamos um ônibus e fomos até uma cidade próxima, onde se encontrava a locação.
Tratava-se de uma estação de trem. Assim como em todos os lugares abandonados que já fotografamos, chegando ao local ficamos maravilhados com a riqueza arquitetônica e, ao mesmo tempo, impressionados com o descaso de um lugar em que já passaram tantas pessoas e com certeza guarda tantas histórias.
Imediatamente começamos a explorar o ambiente. Estava tudo muito sujo, alguns lugares haviam pegado fogo e com a deterioração do espaço era preciso tomar cuidado nos locais em que entrávamos.
Muito lixo, vestígios de que algumas pessoas usam o lugar para variadas atividades (como o uso de drogas, por exemplo). Uma escada que cedeu impossibilitava o acesso ao andar superior da estação, pombos voando em meio a vigas caídas e janelas sem vidros.
Quem acompanha nosso trabalho compreende que este cenário é ideal para mais um ensaio fotográfico.
Enquanto realizávamos a exploração, um morador próximo da estação veio conversar conosco. Informou que era preciso tomar cuidado com algumas pessoas mal intencionadas que poderiam aparecer por ali.
Fabio começou fazendo algumas fotos do Guilherme, usando parte da estação como cenário – janelas quebradas e escombros.
Em seguida iniciamos a segunda parte do trabalho, desta vez eu fui a modelo. Começamos no interior da locação e depois na parte externa, onde era possível mostrar a lateral da estação de trem abandonada.
Quando finalizávamos com algumas imagens feitas sobre os trilhos do trem, começamos a sentir a presença de algumas pessoas ao redor. Parecia que nossa presença as incomodava, por isso decidimos que o ideal seria finalizar o ensaio.
Agradecemos em especial as pessoas que nos possibilitou a concretização deste trabalho: Luiza Prado, sua família (pela hospitalidade e hospedagem) e ao Guilherme Todorov.












Para ver o resultado final do ensaio clique aqui.
Nouveau
Quase quatro meses sem nenhuma atualização…
Penso que a qualidade do nosso trabalho é mais válida e respeitável com as pessoas que acompanham este espaço do que simples quantidade de material que venha a publicar. Não gosto de colocar qualquer coisa só pra dizer: “Olha como estou sempre atualizando meu blog”.
Bem, é claro que agora trabalhando muito na área da psicologia, a fotografia está tomando outro espaço em minha vida.
Porém, não deixa de ter sua devida importância, afinal utilizo a fotografia para me aproximar de mim.
Portanto, finalmente a seguir contarei um pouco de como ocorreu mais um dos nossos trabalhos fotográficos.
Sempre ouvimos algumas pessoas contarem a respeito dos tempos de glória daqueles hotéis antigos na região central de São Paulo. A curiosidade aumentava a cada história que nos deparávamos, fosse por pessoas mais velhas ou textos na internet.
Em outubro de 2010 começamos a luta em busca de um desses locais tão fascinantes, repletos de histórias e energias. Não demorou muito para descobrirmos um lugar fantástico. Um hotel no centro de São Paulo, usado por prostitutas e usuários das mais variadas drogas.
Engraçado, porque os “estranhos” e “diferentes” naquele local era o Fabio e eu, afinal, não queríamos alugar o quarto objetivando sexo e muito menos usar drogas.
Pagamos uma quantia na recepção e lá fomos nós em direção a um dos quartos para mais um ensaio fotográfico.
Depois de mais ou menos uma hora alguém bate na porta. Era o “dono” do hotel bravo porque nossas fotos chamaram atenção de algumas pessoas que passavam pela rua. Logo começaram as ameaças e fomos expulsos do local. Porém, penso que novamente, apesar do pouco tempo que tivemos, conseguimos fazer o trabalho que desejávamos.
Bem, depois de tanta emoção e adrenalina, cabe aqui compartilhar o processo de criação e o resultado com vocês.






Hotel abandonado II
Depois de tanto tempo sem nenhuma publicação, é hora de atualizar o blog com a segunda parte do ensaio que fizemos no hotel abandonado.
Assim que chegamos ao hotel fomos ao primeiro passo antes de começar todo e qualquer ensaio: exploração do local. Isto é muito importante, pois verificamos a estrutura do prédio, se há mais pessoas no local e qual o melhor ambiente para fazer as fotos que imaginamos.
Enquanto explorávamos todo os andares, vimos um quarto que pareceu bem interessante, com sacada, carpete vermelho e lindas cores numa parede já descascada pelo tempo e abandono. Decidimos finalizar mais um dia de trabalho naquele belo cenário… Tudo muito simples, apenas uma leve camisola e todo o caos que nos cercava naquele momento.
Obs. Antes de terminar este post, gostaria de agradecer o carinho de todas as pessoas que nos enviaram mensagens pedindo por atualizações.





Para ver o resultado final deste ensaio clique aqui
Hotel abandonado
Da última vez que estivemos em Brodowski (post: A estação) foi o primeiro ensaio que o Fabio usou a 5D, pois até então usávamos uma Canon XT. Em seguida comprou uma nova lente: 16-35mm F/2.8L. Queríamos testar o novo equipamento em grande estilo, por isso fomos procurar a locação perfeita para as novas fotos. Encontramos um antigo hotel abandonado no centro de São Paulo e tínhamos certeza que ali seria o local ideal.
Conhecemos todos os andares, a luz estava ótima e então era hora de deixar a criatividade tomar forma. Começamos no corredor de um andar, depois fomos para uma sala com uma cadeira toda empoeirada e janelas quebradas, era preciso tomar muito cuidado, havia pedaços de vidro por todos os lados. Por fim, terminamos esta parte do ensaio numa escada no último andar do hotel, onde parte do telhado já tinha desabado, havia muitas penas de pombos, teias de aranha e poeira.
Como eu havia levado mais de um figurino decidimos fazer mais uma sessão de fotos, mas esta é outra parte da história e contarei no próximo post! =)













Para ver o resultado final do ensaio clique aqui.
A estação
Há dois posts afirmei que em nossa última estadia pelas bandas de Brodowski, conhecemos algumas pessoas maravilhosas: os fotógrafos Marcelo Brigato, Tonnia Coelho e Priscila Brigato.
Após o ensaio no manicômio de Brodowski fomos comemorar comendo uma deliciosa pizza, depois nossos novos amigos nos deixaram num hotel no centro de Ribeirão Preto. Logo pela manhã foram nos buscar para mais uma aventura fotográfica, mas desta vez não fazíamos ideia de como seria o lugar (por isso fica a dica: sempre leve mais figurinos do que inicialmente planejado).
Para nossa surpresa, após alguns minutos percorrendo uma estrada de terra nos deparamos com um lugar maravilhoso: uma estação de trem desativada e coberta pela vegetação. Não poderei colocar neste post qual o nome da estação ou da cidade, pois sinceramente não faço a menor idéia.
Bem, cabe aqui descrever o que me lembro da locação. Trata-se de um local dividido em duas partes e ambas com conexão entre si. Entramos pela própria estação, onde ainda é possível ver o pouco que restou dos trilhos de trem e vimos um cômodo que me parecia ser a bilheteria. Mais adiante, subimos uma pequena escada (construída com uma belíssima arquitetura) que dá acesso ao que parecia ser uma pequena casa, com direito a banheira dominada por vegetação e musgo.
O lugar é incrivelmente lindo, mas há diversas pichações como em qualquer lugar abandonado, porém não impediu que a nossa mente começasse a trabalhar criando idéias e conceito para um novo trabalho fotográfico.
Para a primeira parte do ensaio escolhemos a própria estação de trem e usei uma camisola longa de cor verde, pois o tecido é leve e tem alguns detalhes em renda. Creio que foi uma excelente opção, pois combinou perfeitamente com a estrutura e as cores do lugar. Em seguida fizemos mais algumas fotos na segunda parte da locação. Usei uma camisola azul de tonalidade mais escura, também é longa, mas o tecido um pouco mais grosso para que pudesse se ajustar com a rusticidade do local.
Por algum motivo ainda não publicamos nenhuma foto deste ensaio, exceto uma pb no meu Flickr. Mas espero que em breve possamos mostrar a todos que acompanham nosso trabalho o belo resultado que conseguimos neste dia tão especial.
Mas antes de terminar, eu não seria tão má de deixá-los sem nenhuma prévia do que estará por vir… para quem ficou curioso, segue uma foto editada ao final do post. Só para não perder o costume! rs








A beleza do caos
Certo dia estava em casa quando o Fabio me disse que uma moça, conhecida por ele dos velhos tempos de Flickr, queria fazer uma entrevista para um programa de TV a respeito do nosso trabalho. Achei fantástico e fiquei muito animada, principalmente depois que ele me falou que acompanhava o trabalho dela como vídeoreporter e achava muito bom.
Não demorou muito marcamos um dia para fazer a gravação e a repórter nos disse que poderíamos sugerir a locação e algumas idéias. Pensamos que seria importante fazer num local que tivesse nosso estilo e acima de tudo segurança, afinal não queríamos colocar ninguém em risco.
Neste momento, preciso interromper o que estava narrando para contar ao leitor deste blog um pouco da história da locação que escolhemos para a entrevista: Casarão do Belvedere.
O casarão foi construído em 1927 para o imigrante francês Ernest Sohn e sua família. Após algumas gerações o local iria ser vendido e por isso janelas, portas, a escada para o andar superior, móveis e objetos foram vendidos. Porém, em 2002 o Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp) tombou o imóvel, a partir de então o atual herdeiro e proprietário, o ator Paulo Goya, luta incansavelmente para que o espaço tenha reconhecimento histórico, social e cultural.
Poucas janelas e portas são originais, outra escada foi colocada no casarão e parte do espaço foi adaptada para apresentações de peças teatrais, incluindo cortinas, estruturas metálicas para suporte de luz e um camarim na parte externa da casa. Paulo Goya disponibiliza o casarão de sua família para eventos, palestras, debates, espetáculos, bazares e saraus.
Porém, em diversas conversas com Paulo Goya pudemos perceber as inúmeras dificuldades encontradas por ele para realizar este projeto cultural, descaso de muitos… Inclusive do Governo, pois se limitam a conceber o tombamento do imóvel, porém, não oferece absolutamente nenhum apoio para manter e restaurar o patrimônio, muito menos qualquer incentivo para os projetos culturais elaborados.
Cabe dizer neste espaço que adoramos conhecer Paulo Goya, um homem extremamente inteligente e crítico (acho que me identifiquei com esse lado crítico… rs), cheio de boas histórias e com certeza temos muito o que aprender com ele. O casarão é um lugar tão fascinante, fácil de sentir-se em casa e ótimo para bater um bom papo sobre qualquer tema.
Bem, creio que seja hora de retomar minha narração a respeito da entrevista. No dia marcado Fabio e eu chegamos antes para poder organizar o espaço e, logo em seguida, chegou ao Casarão duas figuras: Carol Thomé e Duca Mendes.
Foi uma experiência incrível, conversamos bastante sobre muitas coisas e a Carol se demonstrou muito feliz por estar fazendo aquela matéria, sempre deixando claro o quanto respeita o nosso trabalho e o que queremos expressar. Calmos, divertidos, criativos e extremamente profissionais, é assim que posso defini-los.
Acho que já disse isso aqui, mas sendo repetitiva, não acredito em coincidências. Creio que a Carol e o Duca são pessoas muito especiais que entraram em nossas vidas de uma forma bem inesperada para nós, mas que com certeza contribuíram muito além da excelente matéria que fizeram. Tivemos a oportunidade de conhecê-los um pouco mais posteriormente e posso dizer que são pessoas muito especiais para nós e com certeza ainda temos muito que conversar e experiências para dividir.
Enfim, foi um grande prazer fazer esta matéria e é um grande prazer dividir este vídeo com vocês que acompanham nosso trabalho e tanto nos incentiva. Obrigada a todos que tem contribuído conosco ao longo destes anos.











Fotos por Carol Thomé

Foto por Fabio Stachi
Assista ao vídeo da matéria que foi ao ar no dia 01 de março de 2011 no programa da Band “A noite é uma criança” com a vídeorrepórter Carol Thomé.
De volta ao manicômio
No meio do ano de 2010 uma dançarina contratou o Fabio para fotografá-la e a locação escolhida foi o antigo hospital psiquiátrico em Brodowski. Já fazia certo tempo que pensávamos em voltar neste lugar para fazer mais algumas fotos nossas e parecia que aquele seria um ótimo momento.
Após o ensaio com a dançarina, Fabio e eu começamos a nos preparar para mais uma de nossas sessões fotográficas. Logo na entrada do manicômio encontramos uma sala onde a luz estava muito bonita, logo percebemos que era por ali que começaria nosso ensaio. Nas primeiras fotos usei um penhoar azul escuro (que pertencia a minha mãe quando se casou) e os pés descalços.
No manicômio há uma área aberta com grama (atualmente com mato bem alto que cobre um chafariz que fica bem no centro). Vimos que parte deste mato havia sido queimada e tivemos a idéia de misturar as cinzas com água e jogar em todo o corpo, para dar um aspecto diferenciado.
Foi novamente uma grande experiência poder fotografar em Brodowski, pudemos conversar com alguns moradores e saber um pouco mais sobre a história daquele fascinante lugar. Sem contar que por intermédio de Fabíola Medeiros, tivemos o grande prazer de conhecer três pessoas maravilhosas que nos acolheram e deram todo carinho e atenção: Marcelo Brigato, Tonnia Coelho e Priscila Brigato. No dia seguinte eles nos levaram para conhecer outra locação maravilhosa, mas muita calma, porque esta é outra história e um futuro post.










Névoa
Em janeiro de 2009 fizemos mais um ensaio em Paranapiacaba, mas desta vez o objetivo era conseguir um dia com bastante neblina. Quem já foi para esta pequena vila sabe que os dias são inconstantes, ou seja, uma hora está sol e na outra hora não é possível ver um palmo a frente, pois a neblina toma conta de absolutamente tudo.
Acreditamos que a neblina seria um elemento essencial para nossa próxima serie fotográfica. Passamos o fim de semana hospedados numa pousada e nada, porém, no momento em que já estávamos nos aprontando para ir embora a cidade ficou branca de tanta névoa… esta era a hora.
Corremos em nossa mala e pegamos o figurino. Tratava-se de alguns metros de um tecido leve e transparente que amarrei em torno da cintura com a ajuda de uma faixa. Depois utilizamos este mesmo tipo de faixa para enrolar nos pés, nas mãos e por fim no próprio rosto.
O ensaio teve meia hora de duração e muitas dificuldades. Estava garoando e muito frio, precisei colocar o figurino por baixo de um roupão e neste momento já estávamos em cima da ponte em que foram feitas as fotos. O Fabio precisava segurar a câmera, o guarda-chuva e gritar para me orientar, pois eu via e ouvia muito pouco, apenas vultos e barulhos.
Para ajudar passavam muitas pessoas e por isso era preciso esperar até que elas sumissem atrás de mim, pois ninguém era capaz de esperar por um instante. Tais pessoas não se davam o trabalho de levantar o pé para não pisar no tecido e, em certo momento, percebi que furtaram meu chinelo que estava logo ao lado. Graças a agilidade e coragem do Fabio consegui recuperá-lo e não precisei voltar descalça para São Paulo. rs
Bem, resumindo: névoa+garoa+barulho de trem+panos+guarda-chuva+câmera+gente mal educada= mais um árduo ensaio que nos deixou muito satisfeito. Moral da história: sempre vale a pena!!!





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Nethuns
Este ensaio foi realizado no final de 2009 durante uma viagem que fizemos com amigos para o Litoral Norte – Ubatuba. O nome exato do local é Praia da Almada. O lugar é lindo, com areia clara, cheia de vegetação e há um pequeno rio que desemboca nas águas do mar.
Foi neste cenário, durante um belo dia, que deixamos os amigos tomando sol e fomos fazer nossas fotos. O resultado nos impressionou, pois conseguimos imagens bem diferentes do que costumamos ver quando o assunto é praia!








Este ensaio ainda não foi divulgado, mas podem dar uma espiada nas páginas da revista Digital Photographer Brasil.

Cruz das Almas
Estas imagens darão continuidade ao post anterior: “Alma”. A praia em que fotografamos chama-se Cruz das Almas e é um bairro de Maceió, capital de Alagoas. É conhecida por suas ondas fortes e tem este nome por ter sido um cemitério, hoje em dia recebe o nome de Praia Lagoa da Anta.
Num determinado dia da viagem acordamos bem cedo e fomos para a praia, como ainda estava escuro esperamos o sol nascer e enquanto isso conversamos sobre as nossas idéias para o ensaio. Neste primeiro momento utilizamos dois figurinos, o que possibilitou fazer imagens bem diferenciadas.
Agradecemos ao Jefferson Ramos por nos emprestar a lente Sigma 10-20mm.




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Para ver o resultado final do ensaio clique aqui.
No dia seguinte experimentamos uma nova técnica fotografia: o infravermelho. Trata-se do filtro R72 colocado na lente, este bloqueia toda a luz visível, permitindo que passe apenas a luz infravermelha. Por isso o tempo de exposição deve ser longo, por exemplo, em algumas fotos a exposição chegou a dois segundos em pleno sol do meio dia. Depois disso foi um longo processo de edição até chegar ao resultado abaixo.
Agradecemos ao Luciano S. Deszo por nos emprestar o filtro.




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Alma
Em novembro de 2009, Fabio me acompanhou num congresso de Psicologia, no qual eu fui apresentar um trabalho. A cidade era Maceió e foi neste cenário que realizamos mais uma de nossas peripécias fotográficas.
Foram dois ensaios, divididos em dois dias (o próximo post se encarregará das fotos do segundo ensaio). Acordamos bem cedo, fomos para a praia Cruz das Almas, o lugar estava completamente deserto e conseguimos um belo cenário, o que nos possibilitou novamente um excelente resultado.





Para ver o resultado final deste ensaio clique aqui.
A Vila
A Vila Maria Zélia foi construída no início do século XX e está localizada no bairro Belenzinho (Zona Leste), em São Paulo. O local foi idealizado pelo industrial Jorge Street, e tinha como objetivo abrigar os operários de uma fabrica de tecidos.
Descobrimos a Vila por meio de alguns fotógrafos que fizeram fotos no local e achamos que seria um ótimo cenário para fazer mais um de nossos ensaios. Fomos até a Vila e falamos com o Sr. Dedé, uma figura muito especial e cheia de boas histórias para contar. Aliás, gostaríamos muito de agradecê-lo por sua simpatia e por ter nos recebido tão bem.
Bem, tínhamos muitas idéias a respeito do ensaio, o que não contávamos era que o sol estivesse presente. Tal fato impossibilitou que conseguíssemos tudo o que havíamos planejado, mas nem por isso deixamos de realizar nosso ensaio e conseguimos alguns bons resultados.
No final do ensaio, mais uma vez, Fabio e eu trocamos de papéis e eu fiz algumas fotos dele. Foi uma boa experiência para ambos, pois podemos crescer ainda mais quando entendemos como é estar em lados opostos e, ainda assim, trabalhando juntos.
Curiosidade: Uma das fotos deste ensaio pode ser vista na conceituada revista de fotografia Digital Photographer Brasil de agosto (3ª edição).











Para ver o resultado final deste ensaio clique aqui e aqui.
Reformatório
Em Agosto de 2009 ficamos sabendo sobre um local na região do Belém (Zona Leste) que parecia muito interessante para realizar alguns ensaios. Tratava-se das ruínas do antigo Reformatório de Meninas, popularmente conhecida como FEBEM. Segundo Douglas Nascimento, autor do blog São Paulo Antiga, “este prédio é uma construção do início do século XX e foi desativado juntamente com a unidade”.
Fabio e eu fomos até o local para conhecer melhor e ao chegarmos deparamo-nos com uma favela ao lado de um grande parque (Parque do Belém) e algumas crianças que ali brincavam. Entramos na unidade para investigar se havia alguém. Não encontramos ninguém, porém, havia muitos vestígios de que pessoas moravam ali. O cheiro de urina e fezes era forte e se espalhava, não havia nenhuma porta ou janela, apenas restos de roupas, garrafas, sujeira de todo o tipo e o mato que já começava a crescer entre as paredes do local.
Em uma das salas havia uma janela que dava de frente para o parque e eu tinha um vestido vermelho em minha bolsa, decidimos fazer umas fotos apenas como experiência e retornaríamos para um ensaio em outro dia.
A nossa surpresa foi quando percebemos que em menos de uma hora conseguimos um material bem interessante e sempre que revemos as fotos conseguimos nos lembrar de forma muito especial de cada momento.
Em tempo: Fabio retornou ao local alguns meses depois com outra modelo e mais um fotógrafo para fazer um ensaio, porém, não sentiram segurança. O local estava repleto de usuários de drogas e alguns moradores da favela ao lado que deixaram claro o incomodo com a presença deles.













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Brodowski – Parte II
Em 1093, na pequena cidade do interior de São Paulo, nascia o pintor Cândido Portinari, motivo de grande orgulho para os habitantes de Brodowski. Anos mais tarde a cidade também seria hospedagem de mais um famoso personagem – Hospital Casa de Repouso São João Batista.
Os moradores afirmam que inicialmente era uma instituição cuidada por padres e que a população podia desfrutar da beleza e da paz proporcionada pelo local. Mais tarde tornou-se um hospital psiquiátrico, os vizinhos afirmam que se tornou lugar de “gente que não presta, bandidos e drogados” (sic). Dizem que o manicômio foi desativado depois de muitas denúncias de maus tratos e mesmo de homicídios, este se mantém fechado há mais de dez anos.
Bem, depois de relatar as histórias que nos contaram gostaria de trazer ao leitor deste blog a minha experiência pessoal de estar neste local, que é cheio de mistérios.
No segundo dia nos juntamos a mais algumas pessoas para novos ensaios: os modelos Lika Novais e Daniel Renda. Neste dia pensei que seria um bom momento para poder conhecer melhor o local, prestar mais atenção nos detalhes e sentir melhor aquele lugar. Andando pelos vastos corredores vazios é possível ver dezenas de salas com vidros quebrados e penas de pombos. Muitas destas salas parecem ser consultórios e quartos de pacientes, todos com grades nas janelas, carpetes podres e paredes descascadas. Tudo tão solitário, tão vazio, tão triste. E não me saia da cabeça quantas pessoas passaram por ali, quanto sofrimento humano. Meu coração começou a ficar apertado e eu já não tinha mais certeza se gostaria de estar naquele lugar, uma sensação muito ruim tomou conta de mim. Chorei bastante e nem ao menos sei explicar o porquê, apenas chorei porque algo em mim me doía.
Conhecendo o local encontramos um quarto com um colchão velho e uma pequena janela, que nos trouxe uma sensação mais pesada, difícil de explicar e por isso decidimos que ali seria um bom local para um novo ensaio. Desta vez estaria em cena Lika Novais e eu, com Fabio e Alexandre Grand fotografando e dirigindo o ensaio. Foi uma experiência completamente nova, tanto para mim quanto para o Fabio, muito enriquecedora e com certeza faremos outros ensaios com a participação de mais modelos e fotógrafos.
Esta viagem foi muito marcante, voltamos para casa satisfeitos com o material fotográfico que conseguimos e conhecemos pessoas especiais que com certeza podemos chamar de amigos. Agradeço em especial a Fabíola Medeiros, Alexandre Grand e Lika Novais, pois sem eles este ensaio não existiria.
Para ver o resultado final do ensaio clique aqui.















Brodowski – Parte I
Fabio e eu decidimos ir para uma pousada em Paranapiacaba, queríamos descansar um pouco e ficarmos mais tempo juntos. Aproveitaríamos para fazer um ensaio em qualquer lugar por lá mesmo (obs.: ensaio publicado neste blog no post anterior – “Revelações”).
Combinamos de sair de casa bem cedo, porém, acordamos bem atrasados, o que nos fez ter alguns imprevistos com o transporte até aquela pequena vila. Bem, ao chegarmos a nosso destino decidimos sentar e deliciar uma cerveja bem gelada. Algum tempo depois fomos rumo a pousada que reservamos.
Fabio tocou a campainha da pausada e eis quem abre a porta: Fabiola Medeiros. Ambos ficaram pasmos e Fabiola diz: “Ei te conheço do Flickr. Você não é o Fabio Stachi?”.
(Bem, por uma questão de esclarecimento ao leitor tenho que fazer um parêntese. Há duas semanas, anterior a este encontro, Fabio e eu olhávamos algumas fotos feita pela própria Fabiola num hospital psiquiátrico que fora desativado há mais de dez anos e ficamos simplesmente fascinados pelo lugar, com a cabeça borbulhando idéias).
Retomando. Fabio responde: “Sim e você a Fabiola Medeiros”. Bem, nossa querida amiga estava exatamente na mesma pousada que escolhemos para nos hospedar, pois estava organizando o 2º Mega Meeting do FriendS em Paranapiacaba/SP, mas já estava de saída no momento em que chegamos.
Pronto, começamos a conversar e ela muito simpática nos convidou para fazer uma visita ao tal manicômio. Bem, se não fosse a viagem marcada às pressas, perdermos a hora, os imprevistos com o transporte e a cerveja no Bar da Zilda, talvez o ensaio publicado neste post não acontecesse. Alguns chamam de coincidência ou acaso, outros de destino, mas eu prefiro chamar de sincronicidade.
No final de semana seguinte estava Fabio e eu na rodoviária de Ribeirão Preto esperando pela Fabiola. Ela foi nos buscar e neste dia tivemos o prazer de conhecer algumas pessoas maravilhosas: Carol Silvestre, Tiago de Brino, Duda Watanuki, Larissa Guitarrara, Fabinho Rebello e o Alexandre Grand.
Passamos o dia inteiro fotografando e no final merecíamos comemorar o bom resultado do ensaio, então Fabiola, Alexandre, Fabio e eu fomos jantar e tomar cerveja no famoso Bar Pingüim (recomendo a todos). Fabio e eu decidimos ficar mais um dia em Ribeirão Preto para voltar ao manicômio e aproveitar mais o lugar e fazer outros ensaios. O segundo dia de ensaio poderá ser visto no próximo post.
Para ver o resultado final do ensaio clique aqui.


















Revelações
Em abril de 2009, Fabio e eu viajamos até uma cidade do interior de São Paulo e fizemos este ensaio dentro do próprio quarto da pousada em que nos hospedamos.
Utilizamos apenas a luz que entrava pela janela e a combinação de tecidos – cortina e roupa – contribuindo na criação de uma delicada textura, em que os elementos da cena interagem entre si.
O resultado foram imagens de contraluz carregadas de mistérios e sombras que revelam sensualidade e desejo.
Para ver o resultado final do ensaio clique aqui.





Persona
Este ensaio foi realizado na minha própria casa, a ideia era fazer algo diferente dos outros trabalhos, com retratos descontraídos. A maquiagem foi feita apenas no rosto, utilizando pancake branco, sombra e batom preto para dar contraste. Em alguns momentos borrifamos água sobre o meu corpo imaginando que as pequenas gotas resultariam num efeito interessante e, por fim, borramos a maquiagem.
Em algumas fotos usamos um doce em formato de olho comprado numa loja especializada em artigos para festa, mas decidimos não publicá-las porque o resultado não atingiu o que esperávamos.
No final do ensaio Fabio trocou por alguns instantes a posição de fotógrafo por modelo, ou seja, também foi maquiado e eu fiz algumas fotos para testar minhas habilidades fotográficas. Foi um exercício bem divertido poder compartilhar nossas experiências, mas ele afirma que seu lugar é atrás das lentes.
Para ver o resultado final do ensaio clique aqui.















Ravage
“Ravage”.: destroço em francês. Creio que esta seja a denominação que mais se aproxima de tudo o que foi planejado para este ensaio.
Feito num curto período de duas horas em um prédio de São Paulo, local que por si só já inspira criatividade. Creio que conseguimos obter um resultado além do que podíamos imaginar. Fabio e eu nos lembramos de forma muito especial deste dia, acreditamos que foi neste momento que nos encontramos em nossas idéias e desejos em relação a fotografia.
Foi nosso segundo trabalho juntos, mas foi fácil me entregar naquele momento. Muitas pessoas me falam sobre a coragem de me deitar num lugar tão sujo, mas penso que o local só reflete aquilo que temos dentro de nós, desde que nascemos carregamos destroços – medo, angústia e mágoa – que corroem nosso corpo e nossa alma.
Para ver o resultado final do ensaio clique aqui.








Primeiro ensaio…
Este foi o primeiro ensaio que Fabio e eu fizemos juntos, no dia 20 de Novembro de 2008. Foram realizados em dois lugares distintos: primeiro num prédio da década de 20 e o segundo no campus da Cidade Universitária, ambos localizados na cidade de São Paulo.
Para ver o resultado final do ensaio clique aqui.



















