Últimas

O presente trabalho tem como objetivo ilustrar o desenvolvimento do processo criativo que envolve os projetos fotográficos realizados entre Patricia Costa e Fabio Stachi. A ideia surgiu a partir da tentativa de ampliar a visão do espectador, enfatizando que não existem regras e/ou limites no universo da fotografia.

Transformação

Esse post é muito especial, por dois motivos:

Primeiro: Trata-se de uma fábrica localizada em São Paulo, que há tempos tínhamos o desejo de fotografar. Conversando com um amigo, combinamos de ir até a locação num determinado domingo. E, para nossa felicidade, conseguimos entrar e realizar nosso ensaio fotográfico.
O lugar é imenso, repleto de cenários distintos e com muita história para contar. O espaço é tão grande que não conseguimos conhecê-lo por completo, mesmo passando cerca de seis horas no local. Por isso, ainda voltaremos com certeza!
O Fabio realizou alguns experimentos com câmera analógica, usando o filme KODAK Portra 160. Ficamos extremamente felizes com o lugar e com as imagens que conseguimos captar, em breve divulgaremos alguns materiais para conhecerem mais este trabalho que realizamos juntos. Mas a seguir poderão ter uma prévia do ensaio!

Segundo: Desde 2008, quando começamos a fazer nossos ensaios, as locações abandonadas, feminino, destruição, caos, desordem e todos esses conceitos sempre acompanharam nossos trabalhos e determinaram a direção da nossa criatividade. Passaram-se quase quatro anos desde o nosso primeiro ensaio juntos e neste tempo conhecemos muitas pessoas interessantes, lugares e histórias marcantes.
Entretanto, chegou o momento em que desejamos explorar a fotografia de outra maneira, direcionando nossas energias para explorar mais os aspectos intuitivos, sentimentos intensos e outras possibilidades criativas.
Temos cada vez mais a necessidade de conhecer novos caminhos, realizar experimentos e adquirir outras experiências. De certa forma sentimos que é preciso mergulhar por águas mais profundas, conhecer mais intimamente a nós mesmos, e desta forma será possível criar de uma maneira diferente e singular.
Este é o último post deste blog. Porém, nossa parceria continuará ativa, mas numa outra perspectiva e ocupando outros espaços. Em breve, divulgaremos nossos novos projetos em outro blog.

Por fim, gostaria de agradecer todas as pessoas que acompanharam o blog, mandando mensagem de incentivo e carinho. Com certeza foi muito importante para nós.

“Tudo o que é verdadeiro deve se transformar e somente o que se transforma permanece verdadeiro”. (C.G.Jung)

Locações Abandonadas – Guia Prático

Nos últimos meses algumas pessoas me enviaram mensagens com o objetivo de esclarecer algumas dúvidas em relação aos procedimentos e cuidados quando a locação se trata de um lugar abandonado.
Com o passar do tempo e das mais variadas experiências, pensei que um post sobre o tema poderia ser muito útil a quem está se preparando para aventurar-se por esses caminhos.

O primeiro passo é pesquisar tudo o que puder sobre o local em que deseja ir. Se tiver oportunidade, converse com pessoas que morem ou trabalhem próximo ao lugar, esse procedimento ajuda tanto em relação a sua segurança quanto conhecer um pouco da história de onde você escolheu para realizar seu ensaio fotográfico.

Em seguida, é extremamente importante seguir algumas regras para avaliar as condições do local, ou seja:
- a estrutura física da locação, tendo certeza que não corre o risco de desabamentos ou algo do gênero;
- estar atento durante todo o tempo em relação aos buracos, pregos, insetos e animais (cobras, ratos, morcegos, etc);
- antes de iniciar o ensaio, é importante percorrer todo o local, conhecer as entradas e saídas;
- averiguar se há mais pessoas no espaço (seguranças, usuários de drogas, moradores), sempre agindo de forma educada e respeitar os possíveis limites impostos;
- evitar ir a locais abandonados sozinho.

Outra informação importante, que aprendemos com os nossos ensaios nestas locações, é sempre separar na mala espaço para um kit básico, contendo materiais que podem ser bem úteis:
- lanterna: algumas locações costumam ter compartimentos ou passagens escuras;
- kit de primeiros socorros: caso haja algum ferimento;
- comida: pode ser lanchinhos, salgadinhos ou bolachas para os intervalos entre uma foto e outra;
- água: manter-se sempre hidratado e auxilia na limpeza na hora de ir embora;
- toalha de banho: caso precise se limpar;
- chinelo: para não andar descalço, locações abandonadas costumam ter muitos vidros quebrados e pregos enferrujados;
- tesoura: sempre faz falta quando você não leva;
- barbante: caso precise amarrar alguma coisa, como tecido, portas, etc. Costuma ser bem útil;
- papel higiênico: principalmente para as meninas, pois nunca se sabe quando vai bater aquela vontade de fazer xixi,e é bem provável que não haverá banheiros funcionando;
- saco de lixo: é bom para poder espalhar melhor seus pertences sem correr o risco de perder ou esquecer nada. Também poderá utilizá-lo no final para jogar o lixo que produziu durante o ensaio. Não é porque o local está abandonado que precisamos deixar o lixo.

Certifique-se de que seu celular está com a bateria carregada, pois poderá precisar ligar para alguém ajudá-lo.
É importante sempre andar com todos os seus pertences, pois se deixar em algum lugar para pegar depois correrá o risco de nunca mais encontrá-los.

E para finalizar, uma dica: guarde o cartão de memória da sua câmera com você, no bolso. Nunca se sabe o que poderá acontecer na saída e no trajeto para casa. Se tiver algum problema, não perderá o trabalho do dia.

Lembrando que num local abandonado, acima de tudo o mais importante é preservar a segurança do fotógrafo, modelo e acompanhantes.

Through eyes of my mind – Por Maria Cláudia

Conhecemos Maria Cláudia pessoalmente durante um ensaio coletivo no Jardim Botânico e desde então se tornou uma pessoa muito especial. Sempre atenciosa e carinhosa conosco, incentivando nossos trabalhos e que ainda queremos ter o prazer de fotografa-la. =)
Ficamos extremamente felizes com sua iniciativa em divulgar seus autorretratos, o depoimento sincero e, acima de tudo, por confiar em si mesma.

“Comecei a fazer alguns autorretratos alguns anos atrás, acho que tem coisa de uns 3 anos e digo que foi uma das coisas mais legais que já fiz nesta vida. Desde 2007, tenho uma conta no site Flickr e lá conheci uma usuária chamada Denise Dambrós [o nickname dela era /mariposatechnicolor]. Esta moça, costumava retratar algumas situações da vida dela em fotos e achava super bonito – se não estou errada, na época, ela fazia terapia e as fotos eram uma forma de demonstrar algumas coisas que aconteciam. Parece que a terapeuta dela a incentivava a fazê-los.
Sempre ficava pensando como seria fazer aquele tipo de fotografia e cheguei a comentar com ela por alguns momentos, que gostaria de fazer o mesmo, mas sempre me faltava coragem. Ela me apoiava, dizia que deveria tentar. Quando comecei a cogitar a possibilidade de fazer este tipo de foto, tinha dois focos em mente: não ser vulgar e muito menos ser sensual (até mesmo porque a sensualidade aqui é -1, nem zero é! HAHAHAHA), só arrumar um jeito de transmitir aos outros e de alguma forma coisas que aconteceram tanto comigo, como com os outros e que me deixavam ruim de alguma forma. Isto vale para coisas boas, inclusive.
Mas desde o inicio foi tudo muito complicado e tive (e até hoje tenho) que quebrar várias barreiras.Para começar que meu problema – às vezes – é a falta de privacidade, como moro com outras pessoas e que não param quietas o dia todo, então ou faria estas fotos quando estivesse sozinha ou então no banheiro. Então, sobrou a segunda opção: o banheiro. Também a falta de recursos, pois não tenho dominio destes programas de edição de imagem, na época usava uma câmera compacta – Fuji Finepix A900 – e queria deixar tudo o mais “natural” possivel.
Mas o pior de todo este processo foi quebrar o preconceito que até hoje: tenho um sério problema com o meu corpo e já fiquei muito deprimida por isto: sou extremamente magra (sempre fui assim) e é algo que não suporto. Lembrando que não tenho anorexia e nem nada disto, mas é genético. Não em faz feliz) e a timidez.
Na minha cabeça se passaram umas 300 coisas estranhas, várias sensações ruins e ficava imaginado como seria ficar despida para os olhos dos outros. Como os outros iriam me ver, o que eles iriam falar e este foi o pior erro que tive: pensar nos outros.
Depois de muita coragem, saiu este primeiro retrato, que resolvi chamar Still In The Water, inspirada em uma música da banda sueca Evergrey e dediquei a Denise. Na época fiz umas 4 fotos e duas se salvaram e gente… não é que fez sucesso? Inclusive, foi muito elogiada pela homenageada. Após isto comecei a fazer alguns outros, pois queria ver até onde iria os meus limites, até onde poderia levar as coisas.
No segundo ensaio, quis ser menos chamativa e então esta foi a segunda, The Perfect Element – inspirada numa música da banda Sueca Pain Of Salavation – que marca um momento não muito bom da minha vida….mas é uma das que me tras mais orgulho. As pessoas ficam ruim quando a vem, mas ela me trás uma sensação de força.
O que mais gosto são os comentários de algumas pessoas, tem gente que sente repulsa, angustia e alguns acham muito bonitos. Já recebi mensagem falando que estava com falta de Deus no coração, pessoas que disseram que estava reprimida… haha! As pessoas são ótimas e a mente de cada um também!
E até hoje é algo que gosto de fazer, é uma coisa que me deixa bem e ja me trouxe uns pouquíssimos e ótimos convites. Me trouxe ótimos colegas também, pessoas que admiro de verdade. Agora preciso de mais coragem e quebrar algumas outras barreiras, pois quero fazer mais fotos assim com outros fotógrafos – fiz somente um com meu amigo Diego Sachi – tenho curiosidade em saber como os outros me retratariam.
Tenho alguns planos para outras fotos, mas isto é para daqui um tempo :-)
Aqui estão algumas que tenho bastante consideração e espero que vocês gostem – ou não! haha
Mais uma vez, obrigada ao Fabio e a Patricia pela oportunidade!”

Para conhecer mais trabalhos da Maria Cláudia, clique aqui.

Deslocamentos

Durante os últimos meses tenho sentido cada vez mais a necessidade de partilhar ideias e questionamentos referentes às expressões artísticas.
Em meio a algumas reflexões e conversas com o Fabio, tive a ideia de criar um espaço no blog denominado Deslocamentos. O objetivo é organizar visitas culturais a exposições, museus, galerias, ateliês e outros. Para complementar, as pessoas que manifestarem desejo e tiver disponibilidade, poderemos nos reunir para dar continuidade ao encontro por meio de conversas a respeito das percepções individuais sobre a visita em questão.
Trata-se de eventos abertos para todas as pessoas que apresentarem interesse em conhecer trabalhos artísticos, pessoas, partilhar ideias, dúvidas, sentimentos… O projeto Deslocamentos fundamenta-se como componente essencial de estudos, reflexões, trocas, desenvolvimento pessoal e autoconhecimento.

Para dar início ao projeto Deslocamentos, convidamos as pessoas que se interessam por fotografias intimistas, autorretratos e muita sensibilidade, para a primeira exposição da artista americana Francesca Woodman no Brasil.

Data: 14 de Julho de 2012 – Domingo
Horário: 15h
Local: Rua da Consolação, 3358
 – Jardins, São Paulo, Brasil

“O corpo de trabalho da artista exerce uma fascinação quase que desproporcional desde sua morte em 1981. As 27 fotografias que fazem parte da mostra foram produzidas entre 1972 e 1980. Incluindo um dos primeiros autorretratos da artista, nu e vagante pela floresta, feito enquanto ainda estava na escola interna em Massachusetts.
As fotografias de Woodman são remarcáveis por sua força e urgência, assim como pela habilidade peculiar de convergir experimentalismo e classicismo”. ¹

Impulso

1. Ato de impelir; impulsão. 2. Ímpeto. 3. Estímulo, incitamento, instigação.

O lado reprimido aguarda o momento para se manifestar. Desnudando-se das máscaras sociais e entrando em contato com o si mesmo, estabelecendo relação com o mundo interior e com seu lado obscuro e sombrio. O ensaio dialoga com a libertação de uma mente aprisionada.

Este ensaio foi realizado no final de 2011 utilizando a câmera de um celular como experimento fotográfico e demonstrando que por meio de distintas tecnologias é possível realizar um trabalho relacionado à expressão corporal.

Fabio manipulou as imagens digitalmente, adicionou ruído e textura criando montagens intrigantes que estimulam e provocam a imaginação do observador.
Para ver o resultado final deste ensaio clique aqui

Em parceria a Famiglia Baglione e a Fullhouse Screenmarck realizaram em 2012 uma exposição de seleto grupo de artistas, incluído Fabio Stachi com o ensaio Impulso.

Foto de Fabio Stachi desenvolvido por Cristiano Kana ( Fullhouse Screenmarck ) por processo de serigrafia em papel.
Edição limitada, assinada e numerada pelo artista a venda no espaço A7MA.
Rua Harmonia, 95 – Vila Madalena – SP (11) 2361.7876

Quem tiver interesse pode conferir a exposição!!!

“Sem esperança, sem medo”

Finalmente… No dia 26 de julho de 2012 (quinta-feira) estreia em São Paulo a exposição de Michelangelo Merisi. Pela primeira vez no Brasil teremos a oportunidade de apreciar as obras de Caravaggio, que em minha opinião está entre os artistas mais fantásticos do mundo.
São obras que manifestam luz sobre a imperfeição humana. Não se limita às falhas do corpo humano, mas acolhe as sombras de uma mente atormentada, aflita e flagelada.

Diante de tantas obras conflituosas, não podemos deixar de nos influenciar e nos inspirar com este homem de alma inquieta e iluminada.

Segue abaixo um vídeo fantástico para quem se interessar em conhecer um pouco mais da caminhada pessoal e profissional de Caravaggio.

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